Argentino dirige por 15h para reencontrar filho achado no teto de carro durante enchente em SP
Argentino desaparece, dirige por mil km e é encontrado em meio a enchente no litoral de SP Um pai dirigiu por 15 horas, de Eldorado, na Argentina, até Iguape,...
Argentino desaparece, dirige por mil km e é encontrado em meio a enchente no litoral de SP Um pai dirigiu por 15 horas, de Eldorado, na Argentina, até Iguape, no litoral de São Paulo, em busca do filho que havia desaparecido. Ao g1, Marino Cardozo contou os momentos de angústia antes de descobrir que Mariano estava vivo e relatou como foi o reencontro após dias sem notícias. "As lágrimas caíram", contou. Mariano Cardozo, de 30 anos, desapareceu após sair de casa na Argentina, na manhã de quinta-feira (17), dirigindo o carro da família. Ele foi encontrado no domingo (20), com o veículo submerso em uma área rural de Iguape, em meio às enchentes do Rio Ribeira de Iguape . Segundo a família, o homem é diagnosticado com esquizofrenia e estava desorientado quando foi localizado. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Santos no WhatsApp. Pai argentino dirigiu por 15h para reencontrar filho desaparecido no litoral de SP Reprodução e Arquivo Pessoal A confirmação da localização do filho veio por meio de uma ligação de um número desconhecido. Do outro lado, um policial perguntou o nome de Marino e enviou uma foto de um documento que estava com Mariano. “Ele me perguntou: ‘Você conhece essa pessoa?’. E eu disse: ‘Sim, sim’. Então ele me disse que tinham encontrado meu filho”, relatou. Segundo o pai, a notícia provocou uma mistura de alívio e preocupação. O policial enviou uma foto de Mariano no hospital e, logo depois, fez uma chamada de vídeo para que a família pudesse confirmar a identidade dele. “Somos apenas nós dois nesta casa: eu e minha esposa. Nós nos olhamos, muito sozinhos, e as lágrimas caíram”, disse Marino. Viagem Argentino desaparece, dirige por mil km e é encontrado em meio a enchente no litoral de SP Redes sociais e PM Segundo Marino, foram aproximadamente 15 horas de estrada até Iguape. Para ele, o trajeto também foi marcado pela preocupação. Acostumado às estradas da Argentina, ele ficou impressionado com o movimento nas rodovias brasileiras, principalmente pela quantidade de caminhões e carros. "Eu nem quero me lembrar dessa parte, porque foi muito, muito difícil", afirmou. Marino contou que chegou a Iguape seguindo as orientações do GPS e procurou pelo cabo Diego Xavier Felisardo, o policial que havia entrado em contato com a família. O agente, porém, estava de licença. Mesmo sem encontrar o policial naquele primeiro momento, Marino disse ter sido bem recebido pelos agentes que estavam na unidade. "Foi uma conversa que parecia que já nos conhecíamos de antes, como se fôssemos amigos", relatou. Depois, os próprios agentes levaram Marino e a família até o hospital onde Mariano estava. Ao entrar no quarto, Marino finalmente viu o filho depois de dias sem notícias. "Quando o vi ali, senti uma emoção enorme. Uma emoção muito grande, simplesmente porque meu filho estava vivo e a salvo", contou. Ajuda Além do reencontro com o filho, Marino relatou a gratidão pelo atendimento recebido em Iguape. O pai agradeceu aos policiais que ajudaram a localizar Mariano, às equipes do hospital, à Defesa Civil e à Assistência Social do município. Segundo Marino, um enfermeiro também teve um papel importante durante a estadia da família. Ele contou que não sabia a quem recorrer para chegar até o carro e que o profissional ajudou a mobilizar agentes de trânsito. "Eu não conhecia nada, não sabia a quem recorrer." O pai também fez questão de destacar a atuação do cabo Diego, que, segundo ele, manteve contato com a família mesmo fora do trabalho. "A verdade é que ele merece um reconhecimento. Da minha parte, ele já está reconhecido. Peço a Deus que abençoe tanto a ele como à família dele", afirmou. Argentino desaparece, dirige por mil km e é encontrado em meio a enchente no litoral de SP PM Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Iguape disse que o paciente deu entrada no PS apresentando desorientação e relatando estar com fome. A Secretaria de Saúde destacou que ele foi acolhido pelas equipes médica e de enfermagem, que providenciaram alimentação, cuidados de higiene e banho. Também foi disponibilizado apoio para comunicação, em razão da dificuldade com o idioma, e o Serviço Social foi acionado. "Durante o período em que permaneceu na unidade, o paciente recebeu a assistência necessária enquanto aguardava o contato com seus familiares", disse. Após avaliação médica, e estando em boas condições, recebeu alta no dia 21 de setembro e deixou a unidade acompanhado de seus familiares. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos