cover
Tocando Agora:

Em São Paulo, PMs são presos suspeitos de fazer segurança para dono de empresa de ônibus ligada ao PCC

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (4) três PMs suspeitos de fazer segurança para o dono de uma empresa de ônibus li...

Em São Paulo, PMs são presos suspeitos de fazer segurança para dono de empresa de ônibus ligada ao PCC
Em São Paulo, PMs são presos suspeitos de fazer segurança para dono de empresa de ônibus ligada ao PCC (Foto: Reprodução)

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (4) três PMs suspeitos de fazer segurança para o dono de uma empresa de ônibus ligada ao PCC. Na casa de um dos policiais, havia R$ 1 milhão em dinheiro. O dinheiro estava escondido na casa de um sargento da reserva, em Interlagos, Zona Sul de São Paulo. A apreensão foi o principal flagrante da Operação Kratus, que cumpriu ainda 16 mandados de busca. Além do sargento aposentado, os corregedores prenderam um policial militar da ativa e o capitão da PM Alexandre Paulino Vieira. Os investigadores apuram como os três se tornaram seguranças de Luiz Carlos Efigênio Pacheco, o “Pandora”, e de Cícero de Oliveira, o “Té”. Pandora era presidente e Té era diretor e acionista da Transwolff, empresa de ônibus que o Ministério Público investiga por suspeita de ligação com o PCC. Os empresários respondem ao processo em liberdade. A Transwolff nega ligação com o narcotráfico. Os corregedores também investigam as conexões do capitão Alexandre Vieira, que trabalha na Assessoria Policial Militar da Câmara Municipal de São Paulo. O órgão cuida da segurança dos vereadores e faz a segurança pessoal do presidente da Casa. Em São Paulo, PMs são presos suspeitos de fazer segurança para dono de empresa de ônibus ligada ao PCC Jornal Nacional/ Reprodução Em nota, a presidência da Câmara Municipal de São Paulo declarou que o capitão Alexandre é integrante do órgão desde outubro de 2014, atuou ininterruptamente nas gestões de cinco presidentes, que o cargo ocupado é de confiança e que, nas atribuições relacionadas à assessoria militar na Câmara, não há nenhum registro que desabone o capitão. A Corregedoria da PM chegou aos três PMs presos nesta quarta-feira (4) depois de analisar informações da Operação Fim da Linha, que o Ministério Público Estadual deflagrou em abril de 2024. Na denúncia oferecida à Justiça, os promotores afirmaram que o PCC usava empresas de ônibus para lavar dinheiro do tráfico. Segundo a investigação, empresas eram abertas em nome de laranjas. Depois, o PCC injetava dinheiro do tráfico de drogas nas empresas para ganhar licitações do transporte público de São Paulo. O lucro voltava para a facção como dinheiro limpo. A prefeitura substituiu as empresas investigadas. A Corregedoria agora analisa os celulares e computadores apreendidos na operação desta quarta-feira (4). LEIA TAMBÉM Corregedoria prende PMs acusados de fazer a segurança para dono da Transwolff ligado ao PCC Prefeitura de SP diz que SPTrans garantirá operação das linhas de ônibus da Transwolff após Sancetur desistir

Fale Conosco