Frequente, forte e de alto volume: Sudeste terá chuva com potencial de risco nos próximos dias
Sudeste e Centro-Oeste continuam em alerta pra temporais Os mais recentes modelos meteorológicos indicam que a chuva deve continuar em grande parte do Sudeste ...
Sudeste e Centro-Oeste continuam em alerta pra temporais Os mais recentes modelos meteorológicos indicam que a chuva deve continuar em grande parte do Sudeste nos próximos dias, em alguns momentos com mais intensidade. Os maiores volumes são esperados entre o litoral de São Paulo, o Vale do Paraíba, o estado do Rio de Janeiro e o sul de Minas Gerais. Nesta quinta-feira (5), no Guarujá (SP), no litoral de São Paulo, a Defesa Civil enviou alertas extremos e chegou a acionar sirenes em uma comunidade após a chuva ultrapassar 100 milímetros em poucas horas. Com o solo já encharcado após vários dias de precipitação, o risco de transtornos, como alagamentos, enxurradas e deslizamentos é alto, principalmente em áreas mais vulneráveis. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Hoje o tempo já amanheceu carregado em várias cidades da região. Em São Paulo (SP), o sol chegou a aparecer entre nuvens em alguns momentos, mas a atmosfera deve permanecer instável ao longo do dia, com previsão de pancadas principalmente a partir da tarde, que podem ser moderadas a fortes em pontos isolados. No litoral paulista, a chuva pode ocorrer de forma mais persistente, mantendo o alerta para acumulados elevados. Já as temperaturas devem ficar mais amenas, em geral entre 26 °C e 28 °C na capital paulista. No Rio de Janeiro (RJ), a previsão indica chuva em vários períodos do dia, com possibilidade de pancadas mais fortes principalmente na Região Metropolitana, na Costa Verde e na Região Serrana, onde o relevo favorece a formação de nuvens carregadas e aumenta o risco de deslizamentos. Em Belo Horizonte (MG), o padrão também é de sol entre nuvens, calor e pancadas que ganham força entre a tarde e a noite, cenário que deve se repetir em outros dias da semana. Segundo a Climatempo, a tendência é de que esse quadro persista pelo menos até o fim de semana. Isso ocorre por causa da formação de um corredor de umidade associado à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), um sistema típico do verão que favorece a formação de nuvens carregadas por vários dias seguidos. Esse padrão deve manter volumes elevados de chuva em uma faixa que se estende desde a Amazônia até áreas do Sudeste, com maior potencial de acumulados em estados como Amazonas, Pará, Amapá, Minas Gerais, Rio de Janeiro e partes de São Paulo. ➡️ENTENDA: a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) se caracteriza por uma extensa faixa de nuvens que normalmente vai do Norte ao Sudeste. O sistema é responsável por manter o tempo instável nessas regiões, gerando acumulados consideráveis de chuva. Aliado a isso, a chegada de uma frente fria deve mudar o tempo em várias regiões do Brasil a partir de sexta-feira (6), com impacto mais direto no Sul e reflexos também no Sudeste e no Centro-Oeste. Até lá, a previsão ainda é de chuva forte em áreas amplas do país, com risco de temporais, volumes elevados em pouco tempo e ventos intensos. "Esse sistema reforça a ZCAS, aumentando o transporte de umidade da Amazônia e o risco de chuva persistente e volumosa [nessas regiões]", explica César Soares, meteorologista da Climatempo. Nuvens carregadas na região leste da cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira (14), FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO No Centro-Oeste, o calor e a umidade ainda favorecem pancadas de chuva principalmente entre a tarde e a noite. Em Brasília (DF) e Goiânia (GO), as temperaturas ficam geralmente entre 27 °C e 29 °C, com sensação de abafamento antes das pancadas, que podem ser localmente fortes. No Nordeste, a chuva aparece de forma mais irregular, mas tende a aumentar em áreas do interior, sobretudo no Maranhão e em partes do Piauí e do oeste da Bahia. ☁️ Veja a previsão do tempo na sua cidade Parte dessa instabilidade está associada à atuação de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), um sistema típico desta época do ano que se forma nas camadas mais altas da atmosfera. Esse sistema funciona como um grande redemoinho de ventos em altitude e altera a circulação do ar na região. Nas áreas ao redor do vórtice, o ar quente e úmido próximo à superfície sobe com mais facilidade, favorecendo a formação de nuvens carregadas. Mapa de satélite mostra áreas de maior instabilidade sobre o Brasil nesta tarde, com núcleos de chuva forte concentrados principalmente no litoral do Sudeste, Norte e em parte do Nordeste. Inmet/Reprodução Quando essas nuvens se desenvolvem muito na vertical, aumentam as condições para pancadas mais intensas, acompanhadas de raios e trovões, fenômeno comum nas tempestades de verão. Já no litoral leste, a umidade vinda do oceano mantém pancadas passageiras, enquanto o calor segue predominando em cidades como Recife (PE) e Salvador (BA). Já no Sul, o destaque nesta quinta-feira (5) ainda é o calor forte, principalmente no Rio Grande do Sul, onde as temperaturas continuam elevadas e podem passar dos 35 °C em várias cidades. Em Porto Alegre (RS), a máxima deve ficar perto dos 36 °C. A mudança no tempo começa a aparecer entre sexta-feira (6) e sábado (7), quando a frente fria avança pela região, trazendo aumento de nuvens, pancadas de chuva e uma redução gradual do calor mais intenso. Mapa mostra a circulação dos ventos sobre a América do Sul, com destaque para uma área de baixa pressão no oceano, próxima ao litoral do Sudeste do Brasil, e para o corredor de umidade que ajuda a manter a chuva em várias regiões do país. Nulllschool/Reprodução LEIA TAMBÉM: Governo aprova Plano Clima, base da estratégia no combate a mudanças climáticas Raro e espetacular: caverna no Brasil só recebe luz por 3 meses e vira cenário de outro planeta Como Peru transformou um dos desertos mais áridos do mundo em um centro de produção de alimentos Veja como ficam as temperaturas em TODAS as capitais brasileiras, segundo o Inmet: LEIA TAMBÉM: Cientistas descobrem formação geológica no Triângulo das Bermudas que pode explicar mistérios da região Japoneses processam governo por inação climática e pedem indenização É #FAKE que Amazônia não contribui para equilibrar clima do mundo