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Guarda suspeito de matar adolescente em Piracicaba é condenado a 22 anos de prisão

Cristóvão, adolescente morto em Piracicaba Reprodução A Justiça de Piracicaba (SP) condenou a 22 anos de prisão um guarda municipal suspeito de matar um a...

Guarda suspeito de matar adolescente em Piracicaba é condenado a 22 anos de prisão
Guarda suspeito de matar adolescente em Piracicaba é condenado a 22 anos de prisão (Foto: Reprodução)

Cristóvão, adolescente morto em Piracicaba Reprodução A Justiça de Piracicaba (SP) condenou a 22 anos de prisão um guarda municipal suspeito de matar um adolescente de 16 anos. A decisão é de quarta-feira (22), e o caso ocorreu em maio de 2019, no bairro Jardim Ibirapuera. A defesa do réu Marcos Roberto Munhoz dos Santos alegou legítima defesa e afirmou que recorrerá da condenação, por entender que a sentença foi contrária às provas incluídas no processo. Segundo denúncia do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a vítima, Cristóvão Olegário de Lima, estava com quatro amigos quando um deles atirou uma pedra no ponto de ônibus próximo à base da Guarda Civil Municipal na Avenida Raposo Tavares. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp Em seguida, o grupo percebeu a presença do guarda na base e começou a correr. Marcos Roberto os seguiu e acertou um tiro nas costas de Cristóvão, ainda de acordo com o MP. O adolescente que atirou a pedra é uma das testemunhas protegidas no processo. O MP-SP também entendeu que houve fraude processual por parte do guarda, que, três dias depois do crime, registrou um boletim de ocorrência para informar que a arma dele havia sido furtada. Porém, durante a investigação, ele admitiu que isso não ocorreu. Após análise do Tribunal do Júri, Marcos Roberto foi condenado a 22 anos de reclusão por homicídio qualificado — por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima — e a um ano e dez dias de detenção por fraude processual. O que diz a defesa Polícia Civil realiza reconstituição de assassinato de jovem de 16 em Piracicaba Edijan Del Santo/EPTV Advogado do réu, Willey Lopes Sucasas disse respeitar a decisão, mas afirmou que entrará com recurso. Segundo ele, seu cliente agiu em legítima defesa. "O meu cliente, Marcos Roberto Munhoz dos Santos, trabalhava num posto da Guarda Municipal nas proximidades da Avenida Raposo Tavares. Esse local foi alvo de atos de vandalismo e de xingamentos por pessoas e, posteriormente a isso, ele também foi ameaçado e agiu sob o pálio da legítima defesa putativa. Essa foi uma das teses demonstradas nos autos, mas, infelizmente, o conselho de sentença, por maioria apertada, entendeu por bem afastar essa tese. Nós respeitamos, como sempre respeitamos todas as decisões do Tribunal do Júri, mas também, evidentemente, vamos levar o nosso descontentamento ao Tribunal de Justiça”, declarou. O g1 também perguntou à Prefeitura de Piracicaba quais medidas internas foram tomadas diante desse caso. Em nota enviada na manhã desta terça-feira (28), a administração municipal informou que o Guarda Civil é aposentado. VÍDEOS: Tudo sobre Piracicaba e região Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba

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