Homem é preso suspeito de agredir e ameaçar companheira de morte em Jundiaí
Caso foi registrado na Delegacia de Jundiaí (SP) Google Street View/Reprodução Um homem de 32 anos foi preso pela Polícia Militar na madrugada desta quarta-...
Caso foi registrado na Delegacia de Jundiaí (SP) Google Street View/Reprodução Um homem de 32 anos foi preso pela Polícia Militar na madrugada desta quarta-feira (8) suspeito de agredir e ameaçar de morte a companheira em Jundiaí (SP). Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito já possuía um histórico de violência psicológica e abusos verbais contra a vítima. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito se tornava ainda mais agressivo quando consumia bebidas alcoólicas. Antes da agressão física, a mulher já sofria abuso psicológico, com pressão, insultos e injúrias. 📲 Participe do canal do g1 Sorocaba e Jundiaí no WhatsApp Vizinhos ouviram a briga e acionaram a polícia. Com a chegada das viaturas da PM, o homem se descontrolou e gritou que "iria matar todo mundo". Ele foi contido, algemado e levado ao Plantão Policial, onde o delegado ratificou a prisão pelos crimes de violência doméstica, violência psicológica contra a mulher e ameaça. O agressor permaneceu detido e sem direito a fiança. Violência psicológica O flagrante em Jundiaí reflete uma tendência alarmante capturada pelas estatísticas de segurança pública. Um levantamento apurado pela TV TEM mostra que as denúncias de violência psicológica aumentaram 46% no interior paulista: Em 2025: foram registrados quase 1,4 mil casos ao longo do ano; Em 2026: no mesmo período comparativo, o número acumulado já passa de 2 mil ocorrências. Especialistas alertam que o crime é de difícil identificação pela própria vítima porque o abuso costuma se instalar de forma gradual e mascarada. Em entrevista à TV TEM, a psicóloga Aline Cunegundes explicou a dinâmica desse comportamento. LEIA TAMBÉM: Idosa esfaqueada duas vezes por companheiro diz que violência não começou com agressão física Homem é preso em Itupeva suspeito de agredir mulher grávida e dar tiros de espingarda para o alto Vítima de violência doméstica, mulher relembra agressões e fala sobre processo de auto perdão: 'Superei muita coisa' Psicóloga Aline Cunegundes, de Jundiaí (SP), fala sobre violência psicológica contra mulheres TV TEM/Reprodução "A violência psicológica é qualquer atitude para causar dano emocional, diminuir a autoestima, limitar a autonomia e tentar controlar o comportamento e as decisões da mulher. Muitas vezes, isso acontece de forma sutil, e é justamente por isso que é tão perigosa. A vítima passa a acreditar que merece o que está sofrendo e vai mudando a visão que tem de si mesma", detalha a psicóloga. De acordo com a especialista, as agressões físicas raramente são o primeiro sinal de alerta em um relacionamento abusivo. O ciclo costuma começar com agressões invisíveis que vão escalonando. "Começa pela violência psicológica, de forma quase imperceptível, e vai escalonando. O agressor pode humilhar a vítima em público, fazer comparações ou comentários sobre o corpo em tom de brincadeira", diz. Aline Cunegundes reforça que a intervenção de pessoas próximas é crucial para interromper o ciclo antes que ocorra uma tragédia. "A rede de apoio é o principal fator de proteção. As pessoas ao redor precisam estar atentas, porque muitas vezes conseguem perceber com mais clareza o que a própria vítima ainda não consegue enxergar", finaliza. Veja mais notícias da região no g1 Sorocaba e Jundiaí Initial plugin text VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM