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Investigação aponta desvio de R$ 650 mil de projetos sociais em Palmas

Polícia Civil investiga desvio de verbas na Fundação Municipal de Esportes e Lazer Dinaredes Parente/TV Anhanguera Dez pessoas foram indiciadas pela Polícia...

Investigação aponta desvio de R$ 650 mil de projetos sociais em Palmas
Investigação aponta desvio de R$ 650 mil de projetos sociais em Palmas (Foto: Reprodução)

Polícia Civil investiga desvio de verbas na Fundação Municipal de Esportes e Lazer Dinaredes Parente/TV Anhanguera Dez pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por suspeita de desvio de mais de R$ 650 mil dos cofres públicos da Prefeitura de Palmas. O dinheiro deveria financiar convênios para projetos esportivos e recreativos destinados a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no ano de 2014. A investigação faz parte da Operação Jogo Limpo, que segue em andamento. Entre os alvos estão ex-gestores da fundação pública que concedia os recursos, dirigentes da entidade beneficiada, operadores financeiros e um ex-agente político apontado como possível beneficiário direto dos valores. A lista de indiciados inclui o vereador Rogério Freitas (PSD). Questionado pela reportagem, Freitas disse: "Após 12 anos não fui sequer denunciado. De 2014 para cá, todo ano eleitoral esse movimento acontece. É importante que se apresente a denúncia, os investigados se defendam e a justiça julgue, com a urgência que o caso requer", finalizou. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp O g1 procurou a Prefeitura de Palmas, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. O g1 tenta contato com a defesa dos indiciados Cleyton Alen Rego Costa e Deusdete da Silva Melo. Segundo a polícia, os envolvidos simulavam a formalização de convênios que nunca eram executados. O grupo operava com divisões política, operacional e financeira. LEIA TAMBÉM: Prefeito de cidade no TO cumpre parcialmente recomendação do MP e mantém familiares no alto escalão Motorista é socorrido por jovens após ficar preso em carro durante alagamento em Araguaína; VÍDEO Veja os vídeos que estão em alta no g1 No caso apurado, o esquema envolveu: Fraude processual -- com utilização de comissão de análise de projetos fictícia, criada apenas para conferir aparência de legalidade aos procedimentos; Celeridade atípica na tramitação -- com liberação de elevados valores em poucos dias, evidenciando ajuste prévio entre os envolvidos; Uso de empresas de fachada -- responsáveis pela emissão de notas fiscais ideologicamente falsas e simulação de fornecimento de bens e serviços; Lavagem de dinheiro -- mediante saque integral dos valores repassados e posterior pulverização em contas bancárias de agentes políticos, servidores públicos e pessoas interpostas. Os suspeitos poderão responder por crimes de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude em licitações e associação criminosa. Infográfico mostra como o esquema funcionava Divulgação/PCTO Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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