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Justiça manda soltar dono da Choquei, diz defesa

Dono da Choquei é transferido para o Complexo Prisional em Aparecida De Goiânia O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, preso em ope...

Justiça manda soltar dono da Choquei, diz defesa
Justiça manda soltar dono da Choquei, diz defesa (Foto: Reprodução)

Dono da Choquei é transferido para o Complexo Prisional em Aparecida De Goiânia O criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, preso em operação que investiga supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão, teve a prisão preventiva revogada na quarta-feira (13), segundo o advogado Pedro Paulo de Medeiros, responsável pela defesa do influenciador. Raphael está preso no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, unidade de segurança máxima. Veja o que se sabe sobre o envolvimento do dono da ‘Choquei’ em supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão Em nota, a defesa informou que as investigações não apontariam Raphael como líder, coordenador ou responsável pela gestão financeira de qualquer organização criminosa, nem indicam participação direta em supostos crimes atribuídos a terceiros. A decisão de revogação da prisão foi do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3)(veja a nota na íntegra no final da reportagem). ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Raphael foi preso há quase um mês, em Goiânia, durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal em nove estados. Segundo a investigação, ele atua como operador de mídia de uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e estelionato digital, recebendo valores de outros investigados. A Polícia Federal aponta ainda que o influenciador integra a estrutura investigada, que tem Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, como principal beneficiário econômico do esquema. STJ manda soltar dono da Choquei, e defesa diz que decisão 'corrige excesso' O Superior Tribunal de Justiça (STJ) chegou a decidir pela soltura de Raphael no fim de abril, mas a Justiça Federal em São Paulo aceitou um pedido da Polícia Federal e decretou novamente a prisão preventiva do influenciador. LEIA TAMBÉM: Prisão: Dono da página 'Choquei' é preso em operação da PF que investiga suspeita de transações ilegais de R$ 1,6 bilhão Investigação: Preso, dono da 'Choquei' é suspeito de receber altos valores de MC Ryan para divulgar conteúdos favoráveis ao artista Transferência para presídio: Dono da 'Choquei' está sozinho em cela na sede da Polícia Federal após ser preso em operação contra supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, foi preso em uma operação que investiga supostas transações ilegais de R$ 1,6 bilhão. Reprodução/TV Anhanguera e Instagram de Raphael Sousa Oliveira. Atuação profissional e defesa do influenciador De acordo com o advogado Pedro Paulo, a relação do influenciador com os fatos investigados ocorreu exclusivamente por meio da prestação de serviços publicitários regularmente remunerados. “O Raphael estava sendo investigado porque fazia a publicidade de uma pessoa pública e recebia por isso. Essa é sua atividade empresarial. Ele vende espaço de publicidade no seu perfil Choquei”, disse o advogado. Transferência para o presídio Na tarde de sexta-feira (17), Raphael foi transferido para o presídio em Aparecida de Goiânia. Segundo o advogado Frederico Moreira, que integra a equipe de defesa, a Justiça negou o pedido de revogação da prisão do influenciador. Ao g1, o advogdo informou que na decisão, o juiz responsável fundamentou a negativa alegando ser necessário aguardar o avanço da apuração para proferir uma decisão com maior segurança, evitando qualquer prejuízo ao andamento do processo. O advogado disse ainda que já havia impetrado um Habeas Corpus e o pedido de revogação, mas, diante da decisão em primeira instância, a equipe jurídica agora avalia a viabilidade de novos recursos. Valores recebidos e versão da defesa Segundo a investigação, Raphael recebeu R$ 370 mil do funkeiro MC Ryan SP por serviços de publicidade. De acordo com o advogado Frederico Moreira, que representa o influenciador, em entrevista ao g1, os valores foram questionados pelo delegado Hugo Lisita durante o depoimento. Defesa diz que dono da 'Choquei' não participa de organização criminosa: 'Valores recebidos referem-se a serviços prestados' Do montante, R$ 270 mil foram identificados em movimentações entre 2024 e 2025 e R$ 100 mil como sendo uma transferência vinda de uma pessoa desconhecida. Segundo Frederico, o influenciador não se lembra do nome do autor da transferência, mas acredita que seja um terceiro que tenha pago esse valor pelo MC Ryan, prática que acontece no meio artístico. “O contratante fala que tem uma pessoa que está devendo a ele ou que também está participando do projeto artístico ou musical e que essa pessoa fará um ou outro pagamento para ajudar no custeio das despesas”, afirmou Moreira. Papel na organização investigada No pedido de busca e apreensão da 5ª Vara Federal de Santos, obtido pelo g1, consta que sua função 'consiste, em tese, na divulgação de conteúdos favoráveis ao artista e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações' Também foram presos o influenciador Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, e outros produtores de conteúdo. Os suspeitos teriam movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. A operação De acordo com decisão da 5ª Vara Federal de Santos, o influenciador atuava como 'operador de mídia', utilizando o alcance de sua plataforma digital para gerir a imagem do grupo e promover atividades ilícitas. A operação apura uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro em escala bilionária por meio de apostas ilegais, rifas digitais, empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e criptoativos. No centro do esquema, a investigação aponta Ryan Santana dos Santos (MC Ryan SP) como principal beneficiário, com apoio de operadores financeiros, contadores, intermediários, empresas de marketing, produtoras musicais e plataformas de pagamento. Ainda segundo o documento, a investigação é um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, e surgiu após a Polícia Federal analisar dados extraídos do iCloud do contador Rodrigo de Paula Morgado. A partir desse material, os investigadores identificaram uma estrutura financeira paralela usada para captar, fragmentar, ocultar e reinserir dinheiro no mercado formal. Valores recebidos e versão da defesa Segundo a investigação, Raphael recebeu R$ 370 mil do funkeiro MC Ryan SP por serviços de publicidade. De acordo com o advogado Frederico Moreira, que representa o influenciador, em entrevista ao g1, os valores foram questionados pelo delegado Hugo Lisita durante o depoimento. Saiba quem é o dono da página ‘Choquei’, preso em operação da PF contra transações ilegais Do montante, R$ 270 mil foram identificados em movimentações entre 2024 e 2025 e R$ 100 mil como sendo uma transferência vinda de uma pessoa desconhecida. “O Raphael suspeita que seja um terceiro que tenha pago algo em favor do MC Ryan”, disse o advogado. Segundo Frederico, o influenciador não se lembra do nome do autor da transferência, mas acredita que seja um terceiro que tenha pago esse valor pelo MC Ryan, prática que acontece no meio artístico. “O contratante fala que tem uma pessoa que está devendo a ele ou que também está participando do projeto artístico ou musical e que essa pessoa fará um ou outro pagamento para ajudar no custeio das despesas”, afirmou Moreira. Papel na organização investigada No pedido de busca e apreensão da 5ª Vara Federal de Santos, obtido pelo g1, consta que sua função 'consiste, em tese, na divulgação de conteúdos favoráveis ao artista e na promoção de plataformas de apostas e rifas, além de potencialmente atuar na mitigação de crises de imagem relacionadas às investigações'. Também foram presos o influenciador Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, e outros produtores de conteúdo. Os suspeitos teriam movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. A operação De acordo com decisão da 5ª Vara Federal de Santos, o influenciador atuava como 'operador de mídia', utilizando o alcance de sua plataforma digital para gerir a imagem do grupo e promover atividades ilícitas. Nota da defesa A defesa de Raphael Sousa Oliveira, responsável pelo perfil Choquei, informa que o Tribunal Regional Federal da 3ª Região revogou sua prisão preventiva, reconhecendo a inexistência de elementos concretos aptos a justificar a manutenção da medida extrema. A investigação não atribui a Raphael papel de liderança, coordenação ou gestão financeira de organização criminosa, tampouco demonstra participação direta em eventuais ilícitos imputados a terceiros. Sua relação com os fatos investigados decorre exclusivamente da prestação de serviços publicitários regularmente remunerados, no exercício ordinário de sua atividade profissional. A própria decisão judicial destacou a ausência de demonstração concreta de risco à investigação, à instrução processual ou à aplicação da lei penal, além do fato de sequer haver denúncia formal apresentada até o momento. A defesa sempre sustentou que não é juridicamente admissível presumir responsabilidade criminal pelo simples recebimento de valores decorrentes de contratos de publicidade regularmente realizados, especialmente em um ambiente econômico no qual influenciadores, veículos digitais e plataformas de mídia celebram diariamente campanhas comerciais com inúmeros contratantes. A revogação da prisão restabelece a liberdade de Raphael e reafirma a importância do devido processo legal, da presunção de inocência e das garantias constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito. Raphael continuará exercendo normalmente suas atividades profissionais à frente do perfil Choquei, colaborando com as autoridades e confiando na completa elucidação dos fatos ao longo da investigação.

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