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Maioria dos norte-americanos é contra operações do ICE, diz pesquisa

A maioria dos eleitores dos Estados Unidos são contra as operações realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), segundo pesquisa da AP...

Maioria dos norte-americanos é contra operações do ICE, diz pesquisa
Maioria dos norte-americanos é contra operações do ICE, diz pesquisa (Foto: Reprodução)

A maioria dos eleitores dos Estados Unidos são contra as operações realizadas pelo Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), segundo pesquisa da AP-NORC. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (12), cerca de 60% dos entrevistados afirmaram que o presidente Donald Trump "foi longe demais" com sua repressão aos imigrantes em várias cidades dos EUA. Os principais apoiadores do presidente republicano continuam a apoiar, em sua grande maioria, as táticas de Trump em relação à imigração Trump teve que recuar após mortes em Minneapolis Presidente dos Estados Unidos Donald Trump AP Photo/Alex Brandon No começo deste mês, no dia 4, Trump admitiu que "podia ter sido mais delicado" nas ações anti-imigração em Minneapolis, que deixaram dois cidadãos americanos mortos. Trump foi entrevistado pelo canal NBC News no Salão Oval. Quando o repórter perngunta ao republicano "o que ele aprendeu com as ações em Minneapolis", ele responde: "Aprendi que talvez pudéssemos ser um pouco mais delicados. Mas ainda é preciso ser firme" no combate à imigração. "Estamos lidando com criminosos realmente perigosos. Mas veja bem, eu liguei para as pessoas. Liguei para o governador. Liguei para o prefeito. Conversei com eles. Tive ótimas conversas com eles. E aí eu vejo eles gritando e esperneando por aí. Literalmente como se nenhuma ligação tivesse sido feita", disse Trump, à NBC. Governo Trump retirará 700 agentes do ICE de Minnesota O serviço de imigração dos EUA, conhecido como ICE, está realizando operação em massa de captura e deportação de estrangeiros não regularizados em Minneapolis. As operações, frequentemente truculentas, desencadearam protestos em massa na cidade. Há dias, milhares de pessoas em Minneapolis protestam pelas mortes de dois manifestantes americanos baleados por agentes federais, e o assunto segue mobilizando o país. Protestos de grande porte foram registrados em diversas outras cidades. Um dos mortos, o enfermeiro Alex Pretti, atingido por dez tiros por agentes do ICE em 24 de janeiro, foi rotulado de "encrenqueiro" por Donald Trump. Retirada de agentes Nesta quarta, o governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (4) que vai retirar 700 agentes do estado de Minnesota. No total, 3.000 agentes haviam sido enviados ao estado para implementar a política de Trump de caçar e prender imigrantes em situação irregular. Pouco mais de 2.000 agentes seguirão em Minnesota, segundo o governo. Agentes do ICE imobilizam mulher durante operação em Minnesota, em 21 de janeiro de 2026. REUTERS/Leah Millis A retirada, embora parcial, é o primeiro movimento de Trump para reduzir a presença do ICE no estado. A medida foi anunciada pelo "czar da fronteira" do presidente norte-americano, Tom Homan, que foi enviado por Trump ao estado após a revolta gerada pela morte do enfermeiro Alex Pretti após ser alvejado por agentes do ICE. O deslocamento de Homan para Minnesota foi visto como uma tentativa de Trump de amenizar a atuação dos agentes de imigração no estado. Na segunda-feira (2), a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem disse que o governo dos EUA começou a distribuir câmeras corporais a todos os agentes do ICE. Segundo Noem, o programa será expandido para todo o país conforme houver disponibilidade de recursos. Mortes de poeta e de enfermeiro Na semana passada, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou ter aberto uma nova investigação sobre a morte de Alex Pretti, focando na violação de seus direitos fundamentais. A instituição enfatizou que se trata de um procedimento "padrão". Antes de Alex Pretti, Renee Good, uma mãe de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por um agente do ICE. Os opositores dessa política continuam se mobilizando de Nova York, na costa leste, a Los Angeles, na costa oeste, reunindo cerca de mil pessoas em cada ocasião.

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