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Mais de 4 meses após professor ser encontrado morto em cova rasa no AC, família espera por justiça: 'Não pode ficar impune'

Reggis e a irmã, Regilaine, no último natal que passaram juntos em 2023 Arquivo pessoal "Espero que as pessoas não esqueçam do meu irmão e nos ajudem a ped...

Mais de 4 meses após professor ser encontrado morto em cova rasa no AC, família espera por justiça: 'Não pode ficar impune'
Mais de 4 meses após professor ser encontrado morto em cova rasa no AC, família espera por justiça: 'Não pode ficar impune' (Foto: Reprodução)

Reggis e a irmã, Regilaine, no último natal que passaram juntos em 2023 Arquivo pessoal "Espero que as pessoas não esqueçam do meu irmão e nos ajudem a pedir e clamar por justiça, pois isso não pode ficar impune. Foi muito cruel o que fizeram com ele que sempre foi muito querido por todas as amizades e em todos os lugares onde morou". Este é o relato da servidora pública Regilaine Silva Corrêa, irmã do professor de zumba Reginaldo Silva Corrêa, quatro meses após ele ser encontrado enterrado em 1º de outubro do ano passado em uma cova rasa em Epitaciolândia, no interior do Acre. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 👉Contexto: O professor sumiu após sair para fazer uma entrega em 25 de setembro de 2025, ocasião em que não foi mais visto. A família registrou um boletim de ocorrência no dia 29 do mesmo mês após não conseguir mais contato com ele. O corpo foi encontrado no dia 1º de outubro. Sob forte comoção, professor de zumba é enterrado no interior do AC Duas pessoas chegaram a ser presas pelo caso: Victor Oliveira da Silva, apontado pela investigação como o autor do assassinato, e Marijane Maffi, vizinha dele, suspeita de ajudar a levar o carro de Reggis à Bolívia. Silva segue preso, enquanto Marijane foi libertada com medidas cautelares. O g1 entrou em contato com a Polícia Civil sobre o andamento do processo e não teve retorno. Regilaine conta que o luto vivido pela família é diário, e que logo após o enterro, o pai de Reggis chegou a receber atendimento médico devido à dor da perda do filho. Os familiares moram em Várzea Grande, no Mato Grosso e recebiam pelo menos uma vez por ano a visita de Reggis. "Depois que passou o enterro logo voltamos para casa, com uns dias meu pai que é idoso, ficou internado umas duas semanas, mas graças a Deus, ele está melhor. Já a minha mãe está tentando voltar a vida normal pois para ela é difícil, visto que sempre teve muito contato com ele por telefone", disse. LEIA MAIS: Família procura homem que desapareceu após sair para fazer entrega no interior do Acre Professor do AC que sumiu ao sair para fazer entrega é encontrado morto após 6 dias Suspeito que confessou ter matado professor no AC disse ter dormido com corpo no quarto após crime Caso Reggis: veja o que se sabe sobre morte de professor de dança encontrado em cova rasa no AC De acordo com Regilaine, devido à distância e saudade da família, o professor de zumba tinha planos para voltar à cidade natal. "Ele comentava que iria passar somente mais um ano no Acre e viria morar junto dos meus pais, justamente para cuidar deles", declarou. Entretanto, Reggis ficava indeciso se iria ou não embora do Acre, visto que também tinha uma filha que à época tinha seis anos e morava em Epitaciolândia com a mãe. "Ele nunca nos contou nenhum tipo de sofrimento, mas sabíamos o quanto era difícil pra ele permanecer em uma cidade só, sem ninguém de família por perto. Mas devido a filha, acredito que ele sofria muito com esses pensamentos de vir ou ficar", contou Regilaine. Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como Reggis Arquivo pessoal Desdobramentos do caso Segundo ela, devido à distância, o acompanhamento do caso se torna mais difícil. "Acredito que as investigações não pararam, mas não sei se foi descoberto alguma coisa a mais. O que nos resta é apenas esperar com fé que a justiça seja feita e que encontrem a verdade da causa e se tem mais alguém por trás disso", comentou. A irmã de Reggis define o professor como altruísta. À época, a morte de Reggis comoveu o município onde morava. Além de professor, Regis atuava também como agente territorial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e bailarino no município. "Ver a comoção dos amigos me deixou orgulhosa, pois eu sei o que ele fez para essa população, em época de alagamento e outros momentos difíceis na região. Eu sei que ele fez o seu melhor", finalizou. Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, monitorado da Justiça, confessou ter assassinado e enterrado professor Reginaldo Silva Correa Reprodução Prisão O principal suspeito Victor Oliveira da Silva, de 27 anos foi preso em flagrante em 1º de outubro, após indicar a dinâmica do crime e onde havia deixado o corpo do professor. Victor ainda disse à polícia que chegou a dormir com o corpo de Reggis no próprio quarto na noite após o crime. O homem, que era monitorado da Justiça, participou da morte e ocultação de cadáver, com suposto auxílio de Marijane Maffi, de 46, vizinha dele. Em novembro, a Justiça do Acre autorizou a Polícia Civil a ter acesso aos dados da tornozeleira eletrônica de Victor. Conforme a decisão da juíza de Direito Joelma Ribeiro Nogueira, a polícia pediu autorização judicial para acessar a geolocalização do suspeito e compreender os passos do crime. Reginaldo Silva Correa de 44 anos, foi morto em Epitaciolândia Arquivo pessoal Relembre o caso Reggis havia desaparecido na noite de 29 de setembro, quando disse à ex-esposa, Keloiza Lima Paiva, que iria fazer uma entrega. Como a maior parte dos parentes dele não mora em Epitaciolândia, foi a mulher quem registrou boletim de ocorrência. Ele havia retornado de uma viagem a Fortaleza e chegou a falar com Keloiza pouco antes de sumir. Reggis teve o corpo localizado em um terreno entre as casas dos dois suspeitos. A polícia chegou aos suspeitos, após os investigadores acharem um notebook que pertencia a Reggis. No equipamento, descobriram a conversa da vítima com Victor em um aplicativo de mensagens. Acadêmico de Educação Física, ele também era agente territorial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), coreografo e professor de dança no estilo zumba. Ele deixou uma filha de seis anos. Após a confirmação da morte, parentes, amigos e instituições divulgaram notas lamentando o ocorrido. Reveja os telejornais do Acre

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