Servidor da Funai é investigado pela PF por suposto desvio de benefícios de indígenas no Acre
PF cumpriu mandados na região do Alto Rio Envira, em Feijó, nesta quarta-feira (20) Tácita Muniz/g1 A Polícia Federal (PF-AC) cumpriu, nesta quarta-feira (2...
PF cumpriu mandados na região do Alto Rio Envira, em Feijó, nesta quarta-feira (20) Tácita Muniz/g1 A Polícia Federal (PF-AC) cumpriu, nesta quarta-feira (20), três mandados de busca e apreensão em Feijó, no interior do Acre, durante a Operação Tutela Originária, que investiga suspeitas de desvio de benefícios sociais destinados a indígenas em situação de vulnerabilidade na região do Alto Rio Envira. Além das buscas autorizadas pela Justiça Federal, também foram determinadas medidas cautelares contra o investigado, que é um servidor indígena vinculado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O g1 entrou em contato com o órgão e aguarda retorno. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp Segundo a PF, as investigações apontam que o suspeito teria utilizado a relação de confiança com integrantes de povos originários para reter cartões bancários e documentos pessoais sob a justificativa de auxiliar no acesso a benefícios assistenciais e serviços administrativos. De acordo com a apuração, parte dos valores sacados não teria sido repassada integralmente aos beneficiários, causando prejuízos financeiros às comunidades atendidas. Vídeos em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Após cinco anos, família consegue na Justiça levar restos mortais de indígena morta por Covid para aldeia no AC: 'Luta incansável' Enchente atinge aldeias e afeta centenas de famílias indígenas no interior do Acre Indígena que desapareceu em floresta no AC é encontrado vivo após um mês: 'Pedia a Deus um milagre' Acre abriga 80 etnias indígenas, revela Censo 2022 Com relação ao investigado, ele deve usar tornozeleira eletrônica, bem como a proibição de acesso às unidades da Funai no município e a restrição de entrada em terras indígenas. A polícia também investiga a possível participação de outras pessoas no esquema. "O investigado e eventuais outros envolvidos poderão responder judicialmente pela prática dos crimes de estelionato, de retenção de documento, de furto qualificado mediante abuso de confiança e de apropriação de proventos, pensão ou qualquer outro rendimento de pessoa idosa", complementou a PF. VÍDEOS: g1