Trump minimizou venda de armas a Taiwan e perguntou a Xi Jinping se ele queria comprar armas dos EUA, diz embaixador americano em Pequim
Trump e Melania recebem Xi Jinping e esposa na Casa Branca Evan Vucci/Reuters O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a venda de armas dos EUA para Taiwan...
Trump e Melania recebem Xi Jinping e esposa na Casa Branca Evan Vucci/Reuters O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a venda de armas dos EUA para Taiwan durante uma conversa com o líder chiês, Xi Jinping, e chegou a perguntar se ele estaria interessado em comprar armas americanas, segundo afirmou neste domingo (27) o embaixador de Trump na China. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Xi realizou uma visita de Estado a Washington entre quarta e sexta-feira passadas, encontrando-se com Trump na Casa Branca. Segundo o embaixador americano David Perdue, Trump justificou a venda de armas a Taipei como apenas uma das muitas vendas que Washington realiza ao redor do mundo. O tema é sensível porque Pequim não reconhece Taiwan como um país independente, mas como um província rebelde. David Perdue disse que Trump levantou a possibilidade de vender armas dos EUA para seu rival geopolítico em ascensão — uma oferta improvável que, se concretizada, alteraria décadas de política americana em relação à China e a Taiwan e poderia expor a tecnologia dos EUA a um potencial adversário. Perdue, em entrevista a Shannon Bream no programa "Fox News Sunday", não especificou quando a oferta foi feita. Bream havia mencionado preocupações de legisladores republicanos e democratas sobre atrasos em pacotes de ajuda e pedidos de armas para Taiwan — uma democracia autogovernada que busca se defender da ameaça de invasão da ilha pela China. Bream perguntou se os EUA estariam negando armamentos a Taiwan para agradar ao presidente chinês, que visitou Trump na semana passada. Perdue refutou a sugestão, afirmando que Trump "defende Taiwan com tanta firmeza quanto qualquer pessoa que já vi" e que já vendeu muitas armas para a ilha. Perdue também disse que Trump e Xi continuam conversando sobre futuras vendas de armas americanas para Taiwan. "Mas o presidente Trump continua dizendo: 'Olha, nós vendemos armas para outros países ao redor do mundo'", disse Perdue. "Ele chegou até a perguntar ao presidente Xi, em certo momento, se ele gostaria de comprar algumas." Disputa histórica A ilha de Taiwan é herdeira do regime político que controlava o país até 1949, quando a Revolução Comunista tomou o poder. Assim como Pequim não reconhece a independência, Taipei reivindica o posto de capital legítima de toda a China, incluindo a porção continental. Os EUA estão obrigados por suas próprias leis a fornecer a Taiwan os meios para sua defesa. Embora não reconheçam Taiwan como um país, os EUA são o maior apoiador informal e fornecedor de armas da ilha. No entanto, vários líderes americanos mantiveram uma postura ambígua sobre se comprometeriam forças militares para defender o aliado americano caso a China invadisse o território. A China tem pressionado Washington para que interrompa as vendas de armas, especialmente durante uma cúpula anterior realizada em maio, em Pequim, entre Trump e Xi. Após essa reunião, os Estados Unidos suspenderam a venda de um pacote recorde de US$ 14 bilhões — e Trump descreveu as vendas de armas a Taiwan como uma "carta de negociação muito boa" com a China. Em suas conversas privadas na Casa Branca na semana passada, Xi pressionou Trump a se opor à independência de Taiwan, segundo a mídia estatal chinesa.