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Trump: país que faz negócios com Irã será tarifado nas transações comerciais com EUA

Trump: país que faz negócios com Irã será tarifado nas transações comerciais com EUA No Irã, o regime dos aitolás declarou que está pronto para a guerr...

Trump: país que faz negócios com Irã será tarifado nas transações comerciais com EUA
Trump: país que faz negócios com Irã será tarifado nas transações comerciais com EUA (Foto: Reprodução)

Trump: país que faz negócios com Irã será tarifado nas transações comerciais com EUA No Irã, o regime dos aitolás declarou que está pronto para a guerra, mas também disposto a negociar com o Ocidente. O presidente americano Donald Trump ameaçou intervir militarmente, se o governo interromper a repressão contra manifestantes. O governo do Irã convocou uma grande manifestação pró-regime. As imagens mostram milhares de pessoas nas ruas. Em várias partes do país. Carregando bandeiras e itens religiosos. As gravações foram publicadas pela TV estatal.   O presidente, Masoud Pezeshkian, saiu às ruas, para demonstrar força política. "É preciso lembrar que o apelo nacionalista dentro do Irã é muito forte. e eles perceberam um vínculo, principalmente nos discursos do presidente Trump, uma certa ameaça, um tom de ameaça. Isso explica muito essa presença forte populacional nas manifestações", diz Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM. O governo iraniano disse nesta segunda-feira (12) que não busca uma guerra, mas que está preparado no caso de intervenção internacional. "Ao mesmo tempo, estamos abertos para negociação", declarou o ministro do exterior. Abbas Araqchi disse a diplomatas estrangeiros que a fase mais crítica já passou. E que a situação no país está sob controle.   Os protestos começaram em 28 de dezembro. O foco inicial era a inflação e a crise econômica. Mas logo os manifestantes passaram a pedir a queda do regime dos aiatolás, que restringe liberdades, reprime opositores com violência e controla todas instituições do Estado.   Os protestos se espalharam por todo o país. Organizações de Direitos Humanos afirmam que mais de 500 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança. O governo afirma que as mortes foram causadas por “terroristas armados”, infiltrados na manifestação, e não pela polícia.   Há cinco dias, o govenro iraniano derrubou internet e telefonia - e isso atrapalha o trabalho das agências de noticias de verificar de maneira independente o número de mortes. No domingo (11) à noite, o presidente americano, Donald Trump, disse que considera ações militares “muito fortes”, diante do assassinato de manifestantes.   Os diálogos entre Irã e Estados Unidos já começaram. De um lado, Steve Witkoff – enviado americano ao Oriente Médio. Do outro, Abbas Araghchi – ministro do exterior iraniano. A Europa também foi chamada pra uma conversa. O Irã convocou os embaixadores do Reino Unido, da França, da Itália e da Alemanha, pedindo que esses países que não apoiem as manifestações contra o governo iraniano.   Nesta segunda-feira (12) , a presidente do Parlamento Europeu proibiu a entrada de representantes do Irã dentro das dependências da instituição. Uma pesquisadora da Chattam House, em Londres, afirma que os iranianos vem sofrendo muita dor física, emocional e econômica – sob o atual regime islâmico. Ela ressalta que líderes da oposição estão trancados em prisões. E que apesar dos protestos, as forças de resistência ao regime – pelo menos por enquanto – são movimentos fragmentados pelo país, sem uma liderança comum. Mesmo com a repressão das forças do regime, vídeos divulgados em redes sociais mostravam milhares de iranianos, em sua maioria jovens nas ruas nesta segunda-feira (12) à noite. Nesta segunda-feira, Donald Trump anunciou em uma rede social que os países que fazem negócios com o Irã terão de pagar uma tarifa extra de 25% em todas as transações comerciais com os Estados Unidos. Governo do Irã convocou uma grande manifestação pró-regime. As imagens mostram milhares de pessoas nas ruas Reprodução/TV Globo

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