TSE tem maioria para rejeitar cassação de mandato e inelegibilidade de Jorge Seif
O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta quinta-feira (12) para rejeitar o recurso que pede a cassação do mandato do senado...
O ministro Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta quinta-feira (12) para rejeitar o recurso que pede a cassação do mandato do senador Jorge Seif (PL-SC). Com isso, o tribunal possui três votos para rejeitar o recurso. Ainda faltam os votos de quatro ministros.O senador é acusado de abuso de poder econômico na campanha eleitoral de 2022 (entenda mais abaixo). A ministra acompanhou o voto do ministro relator, Floriano de Azevedo Marques. Em seu voto, apresentado na última terça-feira (10), o relator concluiu que não há provas suficientes das irregularidades. Veja os vídeos que estão em alta no g1 "Não se pode concluir pela existência de abuso baseando-se em presunções", afirmou o ministro Floriano. O TSE julga um recurso em uma ação de investigação eleitoral contra o parlamentar, que pode provocar, além da perda do mandato, inelegibilidade por oito anos. Jorge Seif, senador por Santa Catarina Agência Senado O caso Os ministros analisam um recurso da coligação Bora Trabalhar (PSD, Patriota e União Brasil) contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) que rejeitou a cassação. Os adversários acusam Seif de ter realizado campanha eleitoral ao Senado favorecida por empresários e por um sindicato no estado, de forma não declarada à Justiça Eleitoral, para impulsionar a votação. O político sempre negou as acusações. Seif foi secretário de Aquicultura e Pesca do governo de Jair Bolsonaro e é empresário. Segundo os adversários, o abuso de poder econômico ficou configurado por: doação irregular de um helicóptero de propriedade de Osni Cipriani para deslocamentos de campanha; uso da estrutura das lojas do empresário Luciano Hang, como transporte aéreo, canais oficiais da empresa para divulgação de campanha, sala de gravação para lives, vídeos para redes sociais e envolvimento de funcionários na promoção da candidatura; suposto financiamento de propaganda eleitoral por entidade sindical. Além de Seif, também são réus os suplentes na chapa, Hermes Artur Klann e Adrian Rogers Censi, o empresário calçadista Almir Manoel Atanazio dos Santos e o dono das lojas Havan, Luciano Hang. - Esta reportagem está em atualização